Calcula-se que as primeiras infecções ocorreram em África na década de 1930. Julga-se que terá sido inicialmente contraído por caçadores africanos de símios que provavelmente se feriram e ao carregar o animal, sujaram a ferida com sangue infectado deste. O vírus terá então se espalhado nas regiões rurais extremamente lentamente, tendo migrado para as cidades com o início da grande onda de urbanização em África nos anos 1960.
Uma amostra sangüínea de 1959 de um homem de Kinshasa, República Democrática do Congo, foi analisada recentemente e revelou-se soropositiva.
Os primeiros registos de uma morte por SIDA remontam a 1976, quando uma médica dinamarquesa contraiu a doença no Zaire (hoje República Democrática do Congo). No entanto só começaram a aparecer em 1980 vários casos inexplicáveis de doenças oportunistas em homossexuais nos Estados Unidos, nas cidades de San Francisco, Los Angeles e Nova Iorque. A alta incidência dessas doenças chamou a atenção do centro de controlo de doenças dos Estados Unidos em 1981, quando publicaram o primeiro artigo que referenciava uma possível nova doença infecciosa, inicialmente vista como uma doença que afetava apenas os homossexuais. Devido à imunossupressão profunda que causava, comparável a alguns raros casos de imunossupressão de origem genética (e.g. Síndrome de DiGeorge), foi denominada de Síndrome de imunodeficiência adquirida, em contraste com aqueles casos hereditários. Inicialmente foi largamente ignorada pela sociedade americana, até que, com as proporções da epidemia sempre crescentes, apareceram os primeiros casos de transmissão mãe-filho, tóxicodependentes e de transfusão de sangue em 1982.
O agente causador da doença acabaria por ser descoberto pelo Instituto Pasteur de Paris em 1983 por Luc Montagnier. No Brasil os primeiros casos apareceram em 1982 num grupo de homossexuais de São Paulo que contraíram a doença por terem viajado para zonas com alta incidência nos Estados Unidos. Os primeiros casos reconhecidos de SIDA em Portugal apareceram em 1983. No entanto há hoje indicações que os primeiros casos poderão ter sido contraídos já durante a guerra colonial na Guiné-Bissau, nos anos 1960 e 1970, e foram então ignorados.
A sua designação, que começou por ser a sigla do nome completo da doença em português, passou a ser considerada palavra no decorrer dos anos 1990.
É fundamental esclarecer que no Brasil se utiliza o termo "AIDS" porque "SIDA" tem o mesmo som que "Cida", que é redução do nome "Aparecida"; assim, houve uma grande reação contrária ao uso de um nome próprio muito comum para designar esta síndrome.
| Três histórias de personalidades que descobriram a contaminação pelo HIV nos anos 80. Depoimentos deles, de amigos e familiares mostram as aflições que vieram com a doença. |
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| Patrícia Piacentini |
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Uma doença mortal, com sintomas e formas de contágio incertas: assim a Aids era vista nos anos 80. O testemunho público de artistas doentes foi o começo da divulgação da
enfermidade. Como os primeiros casos foram detectados em homossexuais, estava criada a relação direta da Aids com esse grupo social.
Ilustram bem esse quadro as histórias reais de personagens homossexuais – que descobriram a contaminação pelo vírus HIV nesse período – relatadas nos livros: A doença, uma experiência (1996), do cineasta e pesquisador Jean-Claude Bernardet que conta as aflições e conflitos que vieram junto com a Aids, de uma forma que leva o leitor para as horas marcadas pelo desespero, pavor e alívio
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A Aids é transmitida por trocas de fluidos.Ex:relação sexual sem camisinha,transfusão de sangue, ect.Um beijo pode contaminar quando a pessoa portadora do virus e seu companheiro(a) estiverem com pequenos cortes na boca.
Progressão
A infecção por HIV é por via sexual, intravenosa ou mãe-filho.A sua manifestação é semelhante a gripe,ocorre 2 a 4 semanas após a infecção.
-> Sintomas:
haver febre;
mal-estar;
linfadenopatia;
eritemas;
meningite víral.
Estes sintomas são largamente ignorados, ou tratados enquanto gripe, e acabam por desaparecer, sem tratamento, após algumas semanas.
A segunda fase é a da quase ausência do vírus, que se encontra apenas nos reservatórios dos gânglios linfáticos, infectando gradualmente mais e mais T4s; e nos macrófagos. Nesta fase, que dura vários anos, o portador é soropositivo, mas não desenvolveu ainda SIDA/AIDS. Não há sintomas, e o portador pode transmitir o vírus a outros sem saber. Os níveis de T4 diminuem lentamente e ao mesmo tempo diminui a resposta imunitária contra o vírus HIV, aumentando lentamente o seu número, devido à perda da coordenação dos T4 sobre os eficazes T8 e linfócitos B.
A terceira fase começa quando o numero de linfocitos T4 diminui e passa abaixo do nivel critico(200/ml), com isto não ocorrem resposta suficiente para destruir inimigos invasores.Começam a surgir outros sintomas tais como,cansaço, tosse, perda de peso, diarréia, inflamação dos gânglios linfáticos e suores noturnos devido a outras doenças oportunistas.Ao fim de alguns meses ou anos é inevitavelmente a morte.
Diagnostico
O diagnostico em um soro positivo é por sorologia(detecção dos anticorpos produzidos contra o vírus com um teste ELISA).São sempre os primeiros a serem infectados mas com tudo podem dar resultados positivos falsos.Por isso nos casos positivos e feito um teste muito mais especifico e caro,para ter certeza antes de informar o paciente(eles não detectam o virus em um paciente recem infectado).A detecção do DNA viral pela técnica de PCR também é utilizada, assim como a contagem de linfócitos T4.
Tratamento
Hoje em dia o uso de medicamentos é em combinações de um de cada dos três grupos. Estes cocktails de antivíricos permitem quase categorizar, para quem tem acesso a eles, a SIDA em doença crónica. Os portadores de HIV que tomam os medicamentos sofrem de efeitos adversos extremamente incomodativos, diminuição drástica da qualidade de vida, e diminuição significativa da esperança de vida. Contudo é possível que não morram directamente da doença, já que os fármacos são razoavelmente eficazes em controlar o número de virions. Contudo houve recentemente notícias de um caso em Nova Iorque cujo vírus já era resistente a todos os medicamentos, e essas estirpes poderão "ganhar a corrida" com as empresas farmacêuticas.
Os medicamentos actuais tentam diminuir a carga de vírus, atrasando a baixa do número de linfócitos T4, o que aumenta a longevidade do paciente e a sua qualidade de vida. Quanto mais cedo o paciente começar a ser tratado com medicamentos maior a duração da sua vida, porque com níveis baixos de linfócitos T4 já pouco há a fazer.
Como não há cura ou vacina, a prevenção tem um aspecto fundamental, nomeadamente práticas de sexo seguro como o uso de preservativo (ou "camisinha") e programas de troca de seringas nos toxicodependentes.
Prevenção
| Forma de exposição |
Risco por 10.000 exposições a uma fonte infectada |
| Transfusão de sangue |
9.000[2] |
| Nascimento |
2.500[3] |
| Uso compartilhado de seringa |
67[4] |
| Agulha cortante |
30[5] |
| Penetração vaginal receptiva* |
10[6][7][8] |
| Penetração vaginal insertiva* |
5[6][7] |
| Penetração anal receptiva* |
50[6][7] |
| Penetração anal insertiva* |
6.5[6][7] |
| Penetração oral receptiva* |
1[7]§ |
| Penetração oral insertiva* |
0.5[7]§ |
| * assumindo o não uso de preservativo
§ Fonte refere-se ao relacionamento sexual sobre o homem
|
O mais importante para prevenir esta doença é fazer campanhas de informação e sensibilização, sobretudo junto aos jovens.
No Brasil, a campanha contra AIDS é conhecidas mundialmente como umas das mais bem efetuads. Brasil tem taxas de infecção muito inferiores às de outros países desenvolvidos, e aparentemente os números estão relativamente estáveis.
Comments (5)
Anonymous said
at 2:47 am on Mar 29, 2007
Oi Jéssicas!
O trabalho esta ficando bom, mas o que acham de colocar algumas frases suas, comentando os textos que vocês trazem para o trabalho.
Pensem um pouco sobre a certeza onde trata das agulhas, pois eu fiquei pensando: Será que uma agulha nova transmite AIDS?
O que vocês acham???
Anonymous said
at 4:00 pm on Mar 30, 2007
Oi Jéssicas e seja bem vinda Marjoli!
Volto a pedir que escrevam um pouco sobre os textos registrados no trabalho de vocês, para que eu possa auxiliá-las.
Anonymous said
at 8:36 am on Apr 4, 2007
Oi Marjoli esse trabalho ta um lixo vamos entrar melhor nessa questão da aids mas fazer o que se e das minhas amigas tenho que gostar
bju de mim pra vcs amo vcs gurias
Anonymous said
at 8:42 am on Apr 4, 2007
Mas pra avisar ja sabia que vcs iam fazer trabalho sobre sexo por que vcs são as mais pervertida so pensa nisso toda hora e ja sabia vcs não prestam mesmo suas malucas
bju
du Jaum
Anonymous said
at 9:15 am on Apr 11, 2007
oi pessoal o trabalho esta otimo!!!!!
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